Às vezes Penso em Política

Às vezes penso em política. Lembro dos escândalos do Senado, da omissão dos grandes líderes, da falsidade daqueles que prometem tudo e não cumprem nada. E rio ao pensar naqueles que não prometem nada e cumprem tudo o que prometeram.

Às vezes penso em escrever sobre política. Lembro que isso não mudará nada, que a injustiça continuará sendo feita e sendo chamada justa. E me alegro ao pensar que não cabe aos textos mudar a realidade. Os textos mudarão as pessoas. As pessoas mudarão sua realidade. E se elas não quiserem, os textos continuarão sendo somente textos.

Mas às vezes penso que se eu não me importar com a política, ela não terá a mínima chance de mudar. E penso que, se eu não escrever sobre política, talvez alguém não terá a mínima chance de pensar. E se alguém não pensar, vai se acomodar, vai dizer que “isso não é comigo” e que “o meu voto não tem importância”. Então, mais outros pensarão assim, e depois mais outros, e depois, mais todos.

Às vezes penso em escrever sobre as férias, mas me passa pela cabeça que isso seria banal!

Lembro dos escândalos, das mentiras, da injustiça.

“Pensando bem, talvez seja melhor eu escrever sobre as férias mesmo!”

Who am I? – Casting Crowns

Encontrei esse vídeo e não pude deixar de postá-lo aqui. É realmente lindo ver a criatividade sendo usada para louvar o maior Criador de todos. Fico imaginando como deve ser ver isso ao vivo… Muito massa!

O Último dia do Causador

Feito de madeira raríssima e cromado, o algo refletia como um espelho. E custava muito dinheiro. Ficava exposto imponente no lugar de maior destaque da Coleção – sala em que o principal guardava seus pertences mais valiosos e estimados, como troféus, medalhas e lembranças dos tempos de glória.

Os olhos do jovem deslumbravam-no, enquanto a raiva que sentia devido aos recentes ocorridos lhe enchia a mente de ideias. Queria apossar-se do algo e destruir o causador dos problemas. Respirou fundo e pode ouvir seu coração batendo, suas mãos tremendo e suando. Ele sabia que não devia estar ali; Coleção era zona proibida. No ritmo forte das batidas do coração, revoltava-se ao lembrar que mais uma vez o causador havia desempenhado sua função. Pensou se seria certo fazer o que há tempos planejava.

Murros na porta e berros horrendos cortaram bruscamente o silêncio. Principal, irado pela invasão à Coleção, mandava-o sair imediatamente, prometendo agir com menos devastação caso ele cooperasse. Mas o jovem não se preocupava com isso, pois queria mesmo era dar um fim ao causador. Pegou o algo e flutuou tão suave quanto uma pedra em direção à porta, onde, do outro lado, como um monstro, principal gritava.

O jovem abriu a porta e correu em direção ao lugar de todos. Viu seus espectadores e encarou o causador – que o encarava de volta com seu único e gigantesco olho, como que tirando sarro dele. De suas duas bocas separadas, ouvia-se Vivaldi. Com passos de pedra o jovem dirigiu-se a ele e o algoou, sem sucesso. A pele do causador era demasiado dura, feita de plástico e metal, e ele resistia bem aos ataques.  O jovem então pegou a cabeça e a jogou com toda força ao chão. O grande olho de vidro quebrou-se e silenciosamente se escureceu. As veias externas se romperam enquanto o jovem pegava as bocas e as jogava pela janela. Não era preciso fazer mais nada.

Com o causador destruído, o jovem voltou a si. Percebeu que teria problemas. Mas ao mesmo tempo em que estava enrascado, agora estava livre. Desceu as escadas correndo e rindo, diante dos olhos chocados dos espectadores. Já fora do prédio, gargalhava enquanto dobrava a esquina, para desde então, nunca mais ser visto.

Uma Máscara de Presente

Estava tudo guardado dentro de uma caixa grande e bonita. Suas memórias, seus talentos, seus sonhos, amores, glórias. E fez questão de deixar as belezas em evidência. A caixa era enfeitada e tinha detalhes dourados. Era um belo presente.

Mas quando ela a abriu, seus olhos não podiam acreditar. Tudo aquilo que ela achava tão lindo e estava prestes e entregar a Ele, e tinha até embalado em uma linda caixa, em uma linda aparência, era sujeira. Algo devia estar errado! Ela sabia que era tudo lindo, ela mesma havia colocado ali. Ela mesma havia dedicado seu tempo a escolher o seu melhor. Descobriu que seu melhor não era nada. Ela sentiu-se vazia.

Enquanto revirava toda aquela sujeira, tentando encontrar pelo menos um resquício de toda a beleza que ali ela havia guardado, procurava em sua mente acreditar que aquilo não estava acontecendo. Talvez fosse uma piada de mau gosto, talvez alguém a estivesse perturbando. Mas não. Era aquilo mesmo. Seu tesouro, sua beleza, tudo de mais belo que ela possuía resumia-se a nada. Um nada bastante sujo, por sinal.

- Como pode ser? Eu mesma coloquei aqui todas as belezas. Fiz questão de não colocar erros, para que eles não sujassem todo o resto… Não consigo entender!

Ela lutava sozinha. Pensava que, entregando as belezas a Ele, estaria tudo certo. Isto porque ela não sabia que diante dEle suas belezas, seus mais altos caminhos eram falhos e feios. E tudo isso porque ela insistia em lutar sozinha. Ela insistia em querer esconder dEle aquilo que ela pensava que não O agradaria. Ela não sabia que era exatamente isso que Ele esperava dela. Que O entregasse não somente sua máscara de perfeita, mas seu coração de humana.

O problema é que ela tinha um orgulho. Só de pensar em tirar a máscara já lhe dava arrepios.

- Renuncio quase tudo, menos minha máscara!

A máscara é quem a fazia ser quem era. Por trás da máscara aquela beleza não existia. Por trás da máscara havia medo, vergonha, revolta. Por trás do medo havia vazio. Por trás do vazio se escondia o orgulho.

E assim, ela tentou mais algumas vezes guardar todas as belezas na linda caixa, mas toda a vez que a abria, já não passava de sujeira. Acabou cansando, e a abandonando em certo lugar. Sua vida terminou, sua esperança também. Algo permaneceu firme em seu lugar até aquele dia: sua máscara.

Rm 3.23 Porque todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus.

Lc 5.32 Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento.

Jesus ama a todos. Morreu para salvar a todos. Basta retirarmos nossas máscaras e entregarmos a Ele TUDO: erros, acertos, amores, ódios, boas obras, pecados. Ele quer perdoar. Não espere sua vida acabar. Faça hoje o que não deve ser deixado para amanhã. No amor de Deus,

Doug

A Árvore Seca

Andei apressadamente, olhando para trás. Era tarde da noite, a bateria do celular tinha acabado; não costumo usar relógio. Luzes apagadas, nada de carros, nada de pessoas, uma lua gigantesca fazendo com que os galhos das àrvores, ao olhar para cima, tornassem-se ameaçadores braços. Olhei para baixo, meu tênis estava sujo. Olhei para os lados, puro vazio. Como poderia isso estar acontecendo?

Comecei a correr, acelerei em direção à nada. Fujia do nada. Uma luz se acendeu, seguida de outra, seguida de outras. Ofegante, cheio de dúvidas, perdido, senso de direção desligado. Olhei para a trilha de luzes dos postes e vi que lá no horizonte, onde as luzes continuavam mas meus olhos não viam, surgia alguém. Num instante meus olhos não viam mais nada. Um clarão tomou conta de minha visão, e o que via era somente branco. Onde estava toda aquela escuridão?

De supetão acordei. “Foi só um sonho. Ufa!” Há sonhos que são tão reais, chegam a nos dar medo mesmo depois de acordados. Ainda era noite, levantei. Liguei a luz, fui tomar um copo d’água.

“Foi só um sonho, só isso. Sou feliz, sou uma pessoa boa, minha vida é tudo que eu gostaria de ter”.

(Será?)

“Era só o que faltava. Vou discutir comigo mesmo às… 3 horas da manhã!”

(Será que sou feliz realmente?)

“Pare de pensar nisso! É claro que sou feliz! O que mais alguém poderia querer?”

(Talvez… Ser verdadeiro comigo mesmo, que tal?)

“A única pessoa pra quem eu não posso mentir é pra mim mesmo, que história é essa de ser verdadeiro?”

(Engano meu. Estou mentindo pra mim mesmo a vida toda. Sei muito bem.)

É claro que eu não mentia pra mim mesmo. No auge dos meus 22 anos, eu apenas estava vivendo o melhor de minha vida. Alguns amigos e meus pais vinham com papos de religião, mas eu lhes deixava claro que isso não era para mim. Afinal, nunca matei ninguém, nunca roubei (pelo menos até onde me lembre) e não praticava o mal. Era uma boa pessoa, ora! Religião? Ah, deixe isso pra outros. Eu queria ser livre. Às vezes, quando não tinha nada pra fazer, até lia a Bíblia! É claro que acreditava em Deus. Apenas não dependia de religiões.

Como minha mente era escura. Como eu era egoísta e enganado! Eu mentia em minha própria cara e cuspia para mim mesmo todo o lamaçal que havia em meu interior. Eu fujia dos meus medos, ao passo que o meu maior medo era de mim mesmo. Dizia de boca cheia ser feliz por na verdade de coração vazio ser completamente triste. Uma lâmpada se acendeu em minha cabeça, em meio à minha discussão.

“Talvez eu esteja mesmo. Talvez a alegria que eu sinto, o prazer que eu desfruto, a autosuficiência que penso ter sejam simplesmente mentiras que contei para mim, e tive a coragem de acreditar.”

(Agora sim minha mente está clareando! Parabéns a mim! Finalmente estou percebendo que tudo o que vivi até agora não teve sentido nenhum!)

“Sim, é isso mesmo! Meus sapatos estão sujos, pois tenho andado na pura lama. Estou desnorteado porque preferi andar na escuridão. Braços terríveis ao mesmo tempo que me conduziram para onde estou, também me assustam onde me colocaram. Como pode ser?”

Ohei para o copo d’água, bebi. Olhei para  a mesa, a Bíblia estava nela. A Bíblia estava aberta. Mais cedo eu a havia folheado e deixado por ali. Ao ler o que estava escrito, minhas lágrimas não deixaram de rolar. E ali, no chão da cozinha, prostrei-me diante daquele que fez o céu e a terra. Não sei a que horas levantei, mas lembro-me como hoje, quebrei-me, confessei todos os meus erros e minhas falhas, e supliquei a Jesus que me aceitasse. “Eu preciso do Senhor, eu anseio pelo Senhor, eu não sou nada sem o Senhor!” Desde então, aquela àrvore seca que eu era, não sou mais. A Água Viva que bebi limpou-me, transformou-me, salvou-me. Não sou mais eu. Cristo vive em mim.

A realidade é esta: há muitas árvores secas. Muitas vidas mortas. Muitas almas sedentas. Cabe àquelas que receberam a vida anunciar às outras a esperança que há em Cristo. Que todos sejamos, através de nossos atos, àrvores vivas, que dão bons frutos e são bênçãos nas mãos dAquele que tudo fez, e que a todos ama com amor maior que a morte, transformador de toda a vida.

Jo 4.13,14 Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.

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Blog do Doug

Daê, beleza? Pois é, sou o Doug e este é meu blog. Não sou muito fiel quanto à frequência de postagens. Curto muita música, design, games e leitura. Tenho Deus Pai, Jesus e Espírito Santo como meu Rei, Senhor e Salvador, e o adoro de coração! Aqui, pretendo dar minhas opiniões políticas, sociais e religiosas, além de escrever contos e crônicas, ou qualquer outro tipo de coisa que use palavras! :D

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